Acho que foi no [ótimo] blog do André Kfouri que eu li uma resposta brilhante dele pra um assuntinho que era moda na época da Olimpiada de Pequim: quem seria o melhor jogador de Basquete todos os tempos - Michael Jordan ou Kobe Briant?
Eu não entendo muito sobre - nem tenho acompanhado - basquete pra analisar o mérito da opinião dele [só marcando posição: eu continuo achando o Jordan incomparável], mas o legal mesmo foi o argumento que ele utilizou pra embasar a opinião.
Disse ele algo como "Difícil comparar. Mas enquanto o Kobe é um jogador sensacional por fazer tudo sozinho (estilo de jogo individualista), o Jordan jogava para equipe. E por jogar para a equipe, ele tinha o dom de transformar os seus companheiros em melhores jogadores do que realmente eram. Por tal razão, na comparação, o melhor seria o Jordan"
Show!
Eu adoro ler e escutar pessoas que conseguem mudar o foco de análise de determinado objeto através de uma resposta [transversa] para uma pergunta.
Aquele negócio de surpreender quem pergunta dando uma resposta com a qual ele não contava [Sim! A grande maioria das perguntas são feitas já se tendo uma expectativa sobre o teor da resposta].
Trocando em míudos: eu adoro quem não é óbvio. hehehe
Mas voltando ao assunto... eu resgatei essa historinha aqui pra falar de algo absolutamente nada haver com ela [?].
Na real, é pra mostrar o que é capaz de se fazer quando se sabe utilizar bem uma câmera.
Nome do cara: Patrick Daughters!
Parece que quando começou a trabalhar com a Feist, até então ele só havia dirigido comerciais. Com ela, fez a direção de alguns videoclipes (em um deles, inclusive, tem um com uma sacada visual com esteiras bem legal), mas aqui fez algo simplesmente genial....
Reunião de uma música meia-boca, uma coreografia meio bizonha, poucos dólares para produção e uma IDÉIA BRILHANTE, tudo em ú-ni-co um take... pronto: temos uma pequena obra de arte!
É absurdamente legal O caminho que a câmera percorre... o clipe desperta interesse logo no começo, mas de repente, a partir do momento que a câmera vai ao alto, fica simplesmente de cair o queixo. A fechada de foco na Feist com o povo se escondendo atrás dela [já li em algum lugar que não foi obra de edição] dá um ar de simplicidade tão grande para o que acabou de se ver, que chega até à incomodar: "Putz... isso aí é mesmo muito... mas muuuuuito bom... ou sou eu que tou ficando louco?"
Eu fico imaginando o que pensa um executivo de gravadora que investe milhões de dólares para que algumas bandas façam videoclipes (a grande maioria bizarros) ao ver algo assim. Simples, barato e despretencioso.
Como o Jordan fazia com o Bulls, na visão do André Kfouri, o Patrick Daughters faz no clipe de "1,2,3,4" (album The Reminder, 2007) : transforma a Feist e o grupo de dança em algo melhor do que eles realmente são.
A música não é propriamente aquela que você tem no seu player e está sempre disposto a escutar... e imagine estar sentado diante de um palco olhando aquela coreografia (ou correria - como preferir). Como se pode ver, o jogo de câmera e luz faz TODA a diferença.
E ainda tem gente que acredita que a função do videoclipe é funcionar como meio de divulgação da música. É quase como pensar que a adaptação de um livro para o cinema seria para divulgar o livro.
Pois o Patrick Daughters provou que dá pra fazer do videoclipe uma arte autônoma... talvez uma arte menor [?] como tudo que envolve a cultura pop, contudo mais essêncial para nosso bem-estar do que muitas artes ditas maiores...
Eu não entendo muito sobre - nem tenho acompanhado - basquete pra analisar o mérito da opinião dele [só marcando posição: eu continuo achando o Jordan incomparável], mas o legal mesmo foi o argumento que ele utilizou pra embasar a opinião.
Disse ele algo como "Difícil comparar. Mas enquanto o Kobe é um jogador sensacional por fazer tudo sozinho (estilo de jogo individualista), o Jordan jogava para equipe. E por jogar para a equipe, ele tinha o dom de transformar os seus companheiros em melhores jogadores do que realmente eram. Por tal razão, na comparação, o melhor seria o Jordan"
Show!
Eu adoro ler e escutar pessoas que conseguem mudar o foco de análise de determinado objeto através de uma resposta [transversa] para uma pergunta.
Aquele negócio de surpreender quem pergunta dando uma resposta com a qual ele não contava [Sim! A grande maioria das perguntas são feitas já se tendo uma expectativa sobre o teor da resposta].
Trocando em míudos: eu adoro quem não é óbvio. hehehe
Mas voltando ao assunto... eu resgatei essa historinha aqui pra falar de algo absolutamente nada haver com ela [?].
Na real, é pra mostrar o que é capaz de se fazer quando se sabe utilizar bem uma câmera.
Nome do cara: Patrick Daughters!
Parece que quando começou a trabalhar com a Feist, até então ele só havia dirigido comerciais. Com ela, fez a direção de alguns videoclipes (em um deles, inclusive, tem um com uma sacada visual com esteiras bem legal), mas aqui fez algo simplesmente genial....
Reunião de uma música meia-boca, uma coreografia meio bizonha, poucos dólares para produção e uma IDÉIA BRILHANTE, tudo em ú-ni-co um take... pronto: temos uma pequena obra de arte!
É absurdamente legal O caminho que a câmera percorre... o clipe desperta interesse logo no começo, mas de repente, a partir do momento que a câmera vai ao alto, fica simplesmente de cair o queixo. A fechada de foco na Feist com o povo se escondendo atrás dela [já li em algum lugar que não foi obra de edição] dá um ar de simplicidade tão grande para o que acabou de se ver, que chega até à incomodar: "Putz... isso aí é mesmo muito... mas muuuuuito bom... ou sou eu que tou ficando louco?"
Eu fico imaginando o que pensa um executivo de gravadora que investe milhões de dólares para que algumas bandas façam videoclipes (a grande maioria bizarros) ao ver algo assim. Simples, barato e despretencioso.
Como o Jordan fazia com o Bulls, na visão do André Kfouri, o Patrick Daughters faz no clipe de "1,2,3,4" (album The Reminder, 2007) : transforma a Feist e o grupo de dança em algo melhor do que eles realmente são.
A música não é propriamente aquela que você tem no seu player e está sempre disposto a escutar... e imagine estar sentado diante de um palco olhando aquela coreografia (ou correria - como preferir). Como se pode ver, o jogo de câmera e luz faz TODA a diferença.
E ainda tem gente que acredita que a função do videoclipe é funcionar como meio de divulgação da música. É quase como pensar que a adaptação de um livro para o cinema seria para divulgar o livro.
Pois o Patrick Daughters provou que dá pra fazer do videoclipe uma arte autônoma... talvez uma arte menor [?] como tudo que envolve a cultura pop, contudo mais essêncial para nosso bem-estar do que muitas artes ditas maiores...
Nenhum comentário:
Postar um comentário