quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Top Five melhores covers!

Brincar de montar listas é uma diversão única...

Que o diga dois grandes amigos com quem passei algumas semanas fazendo a lista das 100 melhores músicas dos anos 90 [detalhe: valia só uma música por banda]... mas saiu, e hoje dá um dos melhores setlists que tenho aqui!

Mas sendo mais humilde... no maior estilo TopFiveado do Rob Gordon de "Alta Fidelidade" [High Fidelity - 2000], vai aí uma listinha que montei rapidamente [e por isso, sujeita a contestações do próprio autor dela] do que considero os 5 melhores covers que já ouvi.

Aliás, é sacanagem chamar de simplesmente covers, porque de forma alguma são cópias. Talvez "versões" seja uma palavra mais adequada! Primeiro porque as músicas são centradas no estilo de quem está regravando, e não no do regravado... e segundo porque, mais do que cópias, pelo menos quatro das cinco versões têm todo o estilo de ser uma homenagem à original [a exceção é uma pura tiração de sarro mesmo que deu certo].

Vamos à lista:

5º Lugar

Versão lançada no "Encomium - A Tribute to Led Zeppelin" [que por sinal tem mais uma versão do Big Head and the Monster pra "Tangerine" que eu acho muito perfeita], a sensação que me dá ao ouvir essa música é que ela foi feita pra Sheryl... e de que na original é o Robert Plant que tenta imitar [fãs incondicionais do Led tendo espamos em REALTIME] a voz dela.

Exageros à parte... não dá pra dizer se a voz dela está um pouco mais rouca do que o normal, ou se é puro charme jogado pra cantar a música! A única certeza é que cai perfeitamente pro pseudo-reagee do Led... típica música que parece que foi escrita por alguém para que outra cantasse... e que se tornou mais marcante do que a própria original!
4º Lugar

Lançada só em Stripped (1995), parece ter sido uma música que a maior banda do mundo em atividade [sorry u2, mas no desempate os 45 anos de carreira com mais de 40 álbuns lançados ressoa um golpe retumbante] levou mais de 40 anos pra ter coragem de gravar...

Pudera, além de um dos maiores clássicos do Rock [escolhida a melhor música da história numa lista em 2001 pela toda-poderosa... "Rolling Stone" (!!!)] a fascinante história da mulher decadente, pelo próprio título metafórico com a "Pedra que Rola", deve pesar ainda mais pros Stones.

E mesmo o Dylan cantando mal (sendo inclusive um tanto quanto fanho), botar a mão numa música do cara não é nada fácil! No mínimo há que dizer que é preciso coragem e ser um tanto quanto [ou um tanto muito] pretencioso, além de NÃO SE TER NADA A PERDER.... funcionou com o Guns and Roses em "Knocking at Heaven's Door", deu errado com uma infinidade de gente [versão em português então... alguém dê uma olhada no que se fala (por aí - porque eu até acho músicas simpáticas] de "Astrounata de Mármore" do Nenhum de Nós ou "Romance no Deserto" do Fagner (?) - yeah! Até o Fagner já tomou na Dylan's Font. Do outro lado, "Tanto" do Skank é tão boa, que é uma das melhores do próprio Skank].

Fato é que regravação geralmente é para uma banda que tá começando ou querendo se afirmar. Mas sendo banda consagrada, pra mexer num clássico desses, imprimindo seu próprio estilo, e não errar, brother.... só tendo uma grife como "Rolling Stones" por trás mesmo! É questão de saber que aquela música que você adora, se tocada por você mesmo, ficaria ainda mais magistral... pois é, lenda mexendo com lenda funciona nessa lógica!

Os riffs do Richards.... o jeito que o Jagger canta o "you used to laugh about... people who here hanging out... Now you don't talk so laud.... Now you don't seem so proud" logo na primeira estrofe... o solo de gaita.... é muito a fórmula Rolling Stones de se fazer música através das décadas adaptada ao som que se escuta no momento.... só que sem deixar de ser o mais puro Rock and Roll... e Rock and Roll mais moderno do que nunca!

3º Lugar
É... é exatamente aquela música que você está pensando!

(Re)Gravada no álbum Fashion Nugget (1996), é o maior exemplo de como se pegar uma música tosca por natureza [imagine como era vista a Disco dos anos 70 - com suas plumas&paetês&lantejoulas (?) logo após toda a desconstrução da "cultura do exagero" promovida pelo grunge no início dos anos 90] e totalmente transformada por Hollywood em hit obrigatório de qualquer parada gay no mundo [com todo o respeito, hein! - pra não ser muito politicamente incorreto]; e de uma brincadeira, fazer uma música SENSACIONAL!

O instrumental dessa música só prova que o Cake é uma banda singular... só uns caras que misturam jazz, country, grunge, rap e até funk pra começar a música com uma guitarra base baixa&seca... depois fazer entrar uma guitarra mais alta pra solar e ficar soltando riffs aleatórios... ter um baixo ao fundo que até parece um bass [aquele mesmo pedido pela Beyoncé na introdução de "Déjà Vú (?)] de música eletrônica... e no final ter um trompete que fecha a música no mais alto nível!

2º Lugar

A música é clássica em si... já havia, inclusive, ganho o Oscar de Melhor Canção Original pela cena inesquecível da Dorothy cantando ela ao lado de um galpão no "Mágico de Oz" [The Wizard of Oz - 1939]. Mas a versão do Ray Charles é simplesmente MAGNÍFICA!

Eu ouço ela e sempre me vem à cabeça uma forma perfeita de transformar uma festa de casamento em algo singular: substituir a música daquela parte brega, horrível e até mesmo ridícula onde os noivos vão dançar uma valsa, por esta! Incomparavelmente mais sofisticado, elegante... e até mesmo [porque não?] romântico!

Como não está nos planos casar [nem agora, nem em anos... quiçá nem nessa vida (?)], tou vendendo a idéia com exclusividade! Quem se interessar, mail me! [?]


Essa versão só não é a primeira da lista porque.... existe a primeira....

1º Lugar

Talvez seja a única música dos Beatles que tenha se tornado um clássico não pelas exaustivas audições do supra-mega-ultra-aclamado "Stg Peppers Lonely Hearts Club Band" [1967]. Claro, clássicos se tornam clássicos com o passar dos anos e com as seguidas audições...

Contudo, "Whit a Little Help..." se tornou um clássico instântaneo assim que regravada pelo Joe Cocker em 1969. Não bem durante a regravação [no álbum homônimo do mesmo ano], mas sim [e dai INSTANTANEAMENTE mesmo] pela apresentação dela em Woodstook, em agosto do mesmo ano.

Aqui é sacanagem falar até mesmo em versão. Na verdade, o que o Joe Cocker fez [com a ajuda do Jimmy Page do Led Zeppelin] é simplesmente uma MÚSICA NOVA [!!!] - e por isso que pra mim ela é imbatível como versão!

O que a original tem de brilhantismo na sua simplicidade [como a grande maioria das músicas do Beatles], essa tem de brilhantismo no seu exagero... Num paralelo [inusitado, admito], escutar ela é como ver o primeiro filme da triologia "O Senhor dos Anéis": tudo parece grande, superdimensionado! E pior: é de de propósito. Quem fez queria que tudo soasse assim! Pretenção [de ambos: Joe Cocker e Peter Jackson]? Talvez... mas sei que funcionou perfeitamente....

Aliás, não há como escutar a música e não lembrar do que tornou ela ainda mais marcante: a vida de Kevin Arnold, da clássica série "Anos Dourados" [Golden Years] [ que por sua vez tamém é impossível ver, e não ficar imaginando se realmente o Paul - com aquela carinha de nerd-mór - virou realmente o Marilyn Manson (?)]


Voltando à música, vendo que já usei todos os adjetivos possíveis pras outras colocadas... sobra só mesmo o que melho cabe pra essa versão: ANTOLÓGICA!

Nenhum comentário: